Uma história em Raccon City

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Uma história em Raccon City

Mensagem por Vector em Dom Jan 27, 2013 5:22 pm

escrita por ~JCast94

-Pegue isto! - Ordenou minha parceira, Della, que se encontrava agachada atrás de uma grande lata de lixo enferrujada. Onde, por acaso, eu também me escondia daqueles monstros.
Obedeci a sua ordem, segurando firme o nosso último frasco de spray para primeiro socorros. Eu era contra usa-lo agora, pois sabia muito bem que ainda haveria muito a enfrentar, mas estava em um estado crítico. Meu corpo gritava por ajuda, e eu não podia mais adiar ajudá-lo.
-Obrigado! - Disse, espirrando o líquido que havia dentro em cima de meus ferimentos mais graves. - Quantas granadas de incêndio ainda temos?
-Três! - Respondeu, jogando uma delas para acabar com um grupo de zumbis que começava a se formar na saída do hospital abandonado. - Agora, duas!
-Precisamos sair daqui...
-Sei disso... - Um breve sorriso nasceu em seu rosto, e ela logo me ajudava a levantar do chão gelado. - Vamos!
Como sempre, segui sua ordem! Fomos direto para entrada, empurrando com força a porta dupla e saindo pela grande Raccon City.
A partir daqui, não tem volta!


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Re: Uma história em Raccon City

Mensagem por Vector em Dom Jan 27, 2013 5:23 pm

Capítulo 2 - Os soldados de Wesker voltam a cidade!

Graças ao bom Deus, o Sol brilhava forte em meio ao céu poluído da grande cidade abandonada. Se fosse para enfrentar esses monstros canibais, que pelo menos eu o fizesse durante o dia.
-Olhe! – Ordenou Della, apontando com o nariz para um grupo de pessoas mascaradas que detonava alguns zumbis. – Isso não é bom. Não é nada bom!
-Quem são eles? – Perguntei, apesar de jurar ter visto algo parecido em algum lugar antes.
-Não reconhece o Símbolo presente em suas roupas? São da Umbrella Corporation!
Meus olhos se esbugalharam um pouco, e um leve tremor me possuiu por três segundos.
Agentes da Umbrella? O Que estariam fazendo no meio da cidade infestada? Seria possível que...
-Vamos, Heath! – Ela ordenou, interrompendo minha linha de raciocínio e segurando firme o seu revolver com as duas mãos. – Se a Umbrella está em Raccon City, significa que existem mais sobreviventes aqui!
-Desculpe, Della, mas não acho que seja possível haver mais alguém nesse inferno. – Meus olhos lacrimejavam devido a fumaça produzida por um carro em chamas do outro lado da rua.
-Não é algo impossível. É só parar e pensar, Heath! Afinal de contas, nós estamos aqui e estamos vivos! – Ela mordeu o lábio inferior ao terminar a última frase.
-A custo de que? – Lembrei-a, cerrando os dentes. – Antes de chegarmos ao hospital do qual acabamos de fugir, nós éramos cinco. Cinco, Della! Agora, somos apenas dois!
-Três. – Corrigiu-me ela, enquanto recarregava sua handgun. – Trevor ainda pode estar vivo!
-É uma suposição!
Levantamos-nos ao perceber que o grupo de agentes mascarados havia desaparecido. Até então, estávamos agachados atrás de uma velha lixeira de rua, em frente ao hospital de Raccon City.
Della sabia exatamente onde queria ir: A loja de armas, no final da rua, ao lado de uma pequena padaria que agora estava em chamas.
Começamos a correr. Graças a Umbrella, a rua estaria limpa para passagem por mais algum tempo. Isso nos deu alguns minutos para correr até a entrada da loja. Pensei em parar para tomar fôlego na frente da loja, mas Della me puxou para dentro assim que conseguiu abrir a porta.
-Não perca tempo! Olhe nas gavetas enquanto bloqueio a porta. – Disse, arrastando, sozinha, um grande móvel vazio para fazer a ação.
-Entendido! – Corri para o armário mais próximo, abrindo todas as gavetas da primeira fileira. No caso, eram quatro.
-O que temos?
-Dois pacotes de munição para handgun e um spray para primeiros socorros.
-Leve tudo! – Ordenou, tossindo um pouco entre uma palavra e outra. – Procure no próximo armário, vamos precisar de tudo que encontrarmos e ainda mais um pouco.
Sem hesitar, eu a obedeci. Larguei o móvel e passei para o próximo. Abri a primeira gaveta e peguei as duas únicas granadas de incêndio que ali havia.
Passei para o terceiro armário, abrindo todas as gavetas. Desta vez, havia dois pacotes de munição para handgun, uma granada de luz, um spray e uma solitária flecha.
Deixando apenas a flecha, guardei todos os objetos encontrados na minha pequena mochila preta. A única coisa que consegui pegar antes de ter de fugir de casa.
-Olhe! – Exclamou Della, apontando com o indicador esquerdo para uma caixa de papelão em cima de um dos armários. – Pegue! RÁPIDO!
Como sempre, eu o fiz. Ergui-me o quanto pude. Assim que alcancei o largo cubo de papelão, puxei-o e o soltei em cima do balcão, abrindo-o logo após.
-Uau! – Exclamei, retirando a única coisa que havia dentro da caixa.
-Isso sim é que é tesouro! – Brincou Della, enquanto arrastava tudo que podia para se assegurar de que nada nem ninguém entrariam naquela loja.
Joguei a reluzente metralhadora prateada para ela, que a agarrou com uma só mão. Assim que terminou com a porta, prendeu a arma recém descoberta em seu cinto, ao lado de sua handgun.
-Della... Por onde sairemos?
-Pela porta dos fundos! Já estive aqui antes com o meu pai... – Ela abaixou a cabeça. E, por um momento, toda a sua força pareceu ter evaporado. – Antes de tudo isso. Bem, de qualquer forma, ela nos leva até a antiga quadra de basquete.
-Acha que conseguiremos sair de Raccon City? – Meu coração doeu ao notar o tom com que essa frase havia saído.
Della não me deu uma resposta concreta, apenas sorriu rapidamente e piscou de leve para mim. Eu sabia que isso não podia ser uma coisa boa.
-Acho possível conseguirmos sair de Raccon City... – Enfim, ela disse. – Mas não acho possível nos distanciarmos de todas as... Éh... “Invenções” de Wesker.
-Wesker nem sabe de nossa existência!
-E que continue assim! Infelizmente, eu sei que isso não será possível. – Ela balançou a cabeça, em negativa. – Quanto mais agentes da Umbrella ele mandar, mais chances teremos de ser descobertos.
-Wesker precisa morrer!
-Isso não será possível. Wesker não é humano.
Um frio repentino tomou meu corpo, e me provocou um leve arrepio. Afinal, o que ela queria dizer com “Wesker não é humano.”? Ele TINHA que ser humano. Afinal de contas, ele não era um zumbi.
Assim que pensei em tirar isso a limpo, a porta dos fundos se abriu violentamente, chocando se contra a parede. Instantaneamente, eu e Della posicionamos as Handguns na direção do som.
Para nosso alívio, não era uma criatura canibal e deformada que passava pela porta. Na verdade, era um jovem de cabelos lisos e castanhos e olhos profundamente negros.
Segurando com as duas mãos, estava uma Shotgun.
Assim que tomou fôlego suficiente para se certificar de que éramos humanos, o estranho rapaz fechou a porta com a mesma violência com que entrou.
-Quem é você? – Antecipou-se Della.
-Dan Josinfield. – exclamou, com seriedade no tom de voz, que era mais grossa do que eu esperava de um adolescente. – E vocês?
-Heath e Della. – Respondeu, antes que eu pudesse pensar em abrir a boca. – Sobrenomes são inúteis no momento.
Della sempre era dura com as pessoas que acabava de conhecer. Era uma antiga ordem que seu pai lhe dava quando criança. “Mostre-se um soldado forte, não deixe que duvidem de sua capacidade. A primeira impressão sempre é a que fica!”. Mas eu conseguia ver o sorriso esperançoso que se fazia atrás de sua máscara policial.
-Muito bem, Dan... – Continuou. – O que você tem além dessa Shotgun?
Rapidamente, o garoto jogou sua mochila no chão, abrindo-a e retirando dezenas de pacotes de munição para handgun, e um Spray.
-Heath, jogue para ele a arma extra!
Abri mais uma vez a minha mochila, retirando de lá a Handgun que havíamos encontrado no chão da sala de espera do hospital. Joguei a arma para o garoto, que a agarrou em um flash.
-Não me olhe como se eu fosse uma criança! – Ele me olhou friamente, ainda parecendo assustado, revelando mais uma vez sua voz grossa. – Completei vinte anos na semana passada.
-Vocês já podem parar! – Sussurrou Della, prendendo mais uma vez sua arma em seu cinto. – Dan, o que há atrás dessa porta?
-Bem, haviam poucas criaturas por ali. – Respondeu. – Eu consegui limpar a área, mas tenho certeza de que em breve elas voltarão!
-Hm... Também tenho certeza disso. Infelizmente, é nossa única opção.
-Você encontrou mais algum sobrevivente? – Não consegui me segurar. Eu precisava saber se toda essa esperança valeria a pena.
-Uma mulher... – Ele mordeu o lábio inferior, tentando se lembrar. – Claire Redfield... Mas ela decidiu ir sozinha. Disse estar procurando o irmão, ou algo parecido. Ela me salvou mais de uma vez desses canibais.
-Sabe para onde ela foi?
-Sim. Departamento de polícia de Raccon City. – Ele fechou a mochila e a colocou nas costas mais uma vez. – Eu pensei em ir com ela, mas resolvi tentar sair da cidade ao invés de antecipar a minha morte.
-Deveria ter seguido com ela! – A voz de Della não poderia ter soado mais desaprovadora. – Sabe como é difícil se manter vivo se estiver sozinho nesse inferno?
-Eu sei o quanto é difícil se manter vivo sim! – Se é que isso fosse possível, Dan engrossou ainda mais sua voz. – Mas sei o quanto é mais difícil ainda ver seus melhores amigos e seus familiares serem devorados por essas... Coisas, enquanto você não pode fazer nada mais do que chorar e correr!
Ploft!
-O que foi isso? – Antes mesmo de esperar alguma resposta, me vi apontando minha handgun carregada na direção da porta bloqueada. Dan e Della fizeram o mesmo, mas cada um com uma arma diferente.
Sendo assim: Dan segurando firme sua shotgun, e Della preparando sua nova metralhadora.
-Algo está tentando entrar! – Finalmente, o garoto de voz grossa me respondeu.
-O que fazemos?
-Temos uns três minutos até que consigam abrir passagem! – Della recuou dois passos na minha direção. – Não sabemos quantos ou mesmo o que tem lá fora. Não podemos arriscar!
-Vamos pela porta dos fundos!
E foi assim que todos nós fomos parar em uma pequena passagem, entre a loja de armas e o campo de basquete. Era completamente suja e cheirava a um mistura de rato morto, cachorro molhado, e comida azeda. Era de se esperar que meu estomago se revirasse de segundo em segundo.
Embora o desconforto e a tontura, continuei correndo logo atrás dos dois. Logo chegamos a uma outra porta. Essa sim nos levou à quadra de basquete. Mas não ficamos muito tempo nela. Assim que limpamos a área, sempre parando para matar quantos zumbis fosse necessário, chegamos a uma grande escadaria atrás da quadra.
Subimos, seguimos correndo e descemos do outro lado, onde era o fim da linha e fomos obrigados a voltar para baixo por outros degraus.
Um grande latão de lixo bloqueava a passagem das criaturas. Aproveitamos-nos disso para matá-las e seguir adiante. Pulamos o latão e seguimos pela estreita ruazinha até chegarmos a um grande portão que nos levava a uma rua de verdade. Percebemos, então, que ela era uma rua fechada e teríamos de seguir pó ela para chegar à... À...
-Esperem... – Fiz com que Della me encarasse. – Para onde nós estamos indo exatamente?
-Departamento policial de Raccon city! Temos que encontrar essa tal de Claire antes que a Umbrella a ache. – Percebi então a determinação presente em sua voz.
-Perfeito! – Disse, ironicamente. Assim que encarei Dan, percebi que ele pensava a mesma coisa que eu: Quanto mais tempo passarmos aqui, mais vulneráveis ficaremos tanto para a Umbrella Corporation, quanto para esses monstros. Apesar disso, não deixei meu medo transparecer. – Então vamos nessa!


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Re: Uma história em Raccon City

Mensagem por Vector em Dom Jan 27, 2013 5:25 pm

Notas do Autor

Bem gente, agora aparecem duas figuras conhecidas na história: O policial Leon Scott Kennedy e Claire Redfield, que continua procurando seu irmão por Raccoon City.

Capítulo 3 - O último policial de Raccoon.

O Sol começava a baixar, deixando o céu em um lindo tom alaranjado. Como sempre, Della me despertou antes que eu pudesse pensar em desfrutar da beleza que a natureza nos proporcionava..
Estávamos próximos do departamento de polícia de Raccon City. Muito próximos mesmo. Na verdade, estávamos agachados atrás de uma das suas largas pilastras, observando o grupo de agentes de Wesker perder um de seus soldados e se afastar logo após.
-Área limpa! – Sussurrou Dan, de outra pilastra.
Assim que o garoto deu o sinal, todos nós nos reunimos na grande porta de entrada. Della carregou sua handgun antes de abrir a porta, e ordenou para que eu e o garoto da voz grossa fizéssemos o mesmo.
Mais uma vez, eu me irritei profundamente por lhe obedecer. Mas a raiva passou assim que eu vi a mesma expressão estampada no rosto de Dan. Bem, pelo menos eu não era o único que não gostava de receber ordens no grupo.
-Vamos entrar! – Completou a dama, empurrando com força a porta dupla que logo se abriu. – ANDEM! – Gritou, ao perceber que outro grupo de zumbis se aproximava por trás de nós.
Dan se jogou, literalmente, para dentro. Lembrou-me um dos policiais que protegia meu grupo antes de se sacrificarem por nós.
Atirei duas vezes no grupo de monstros canibais. Apenas um caiu no chão, mas este logo se levantou outra vez. Tentei mais uma vez, eles estavam mais próximos.
-HEATH!
Acertei o mesmo zumbi, estourando em cheio sua cabeça. Eu poderia tentar acabar com todos, só restavam cinco deles para matar. Isso seria fácil demais!
-HEATH, PELO AMOR DE DEUS!
Mirei em outro dos monstros, eles estavam a uns cinco metros de distância. Tentei apertar o gatilho, mas uma mão me puxou para dentro da construção e acabou totalmente com a minha mira.
-Mas que merda! – Gritei, ouvindo Della trancar a porta atrás de mim. – Eu estava quase conseguindo! Porque fizeram isso?
-Você estava quase sendo devorado! – Della respondeu-me, trincando os dentes. - Não pode arriscar a sua vida assim! Quando eu disser o que tem que ser feito, você deve seguir o plano!
-E por quê? Quando foi que decidimos que você seria a líder do grupo? Quando foi que eu votei em você e jurei ser leal por toda a vida? – A adrenalina me possuiu. Fazia um mês que eu seguia todas as ordens que Della me dava sem questionar nada. Mas eu não nasci para receber ordens.
-Isso foi no mesmo momento em que você me disse querer sair desse inferno!
-Quer saber? Faça o que quiser! – Pedi outro pacote de balas de Handgun para Dan, que me jogou com um sorriso no rosto. Ele estava gostando disso tudo. – Eu vou seguir pela porta a esquerda, quem quiser me seguir, me siga!
-Isso é ridículo! – Ela gritou, na defensiva. – Temos que olhar os computadores primeiro! Procurar fichas, checar as fitas das câmeras...
-O caminho está livre para você fazer isso! Só estou dizendo que, a partir de agora, vou fazer as coisas do meu jeito!
-Tudo bem então! – ela guardou sua arma na cintura. – Não vou te impedir!
-Eu vou com Heath! – Exclamou Dan, recebendo um olhar furioso de Della. – Ele precisará de ajuda! Não sabemos que tipo de monstros se esconde aqui dentro.
-Monstros? – Dessa vez fui eu quem perguntou.
-Vocês não caminharam muito pela cidade esse último mês, não é mesmo? – Ele guardou a Handgun na mochila, e carregou sua Shotgun com seu último pacote de balas para esta. – Pessoal, esse vírus não se instala apenas em humanos, ok? Cachorros, gatos. Há indícios até de insetos mutantes, se quiserem saber.
-Insetos? Como o vírus atingiria insetos?
-Mosquitos, por exemplo, bebendo todo esse sangue contaminado. – Ele jogou três pacotes de munição para Handgun na direção de Della, que os segurou no ar. – No que
Achou que isto daria?
-Bem... – Ele me deixou surpreso. Mas isso não alterou minha decisão de não seguir mais as ordens de nossa parceira. – Isso... Isso não importa agora! – Joguei um único pacote de munição para metralhadora nos pés de Della. – Vamos encontrar essa Claire e sair da cidade!
-Ótimo! – O garoto fechou sua mochila e a recolocou em suas costas. Agora, ele segurava com força sua Shotgun. – Ela não vai sobreviver sozinha muito mais tempo. Ninguém sobrevive.
-Nesse caso, vamos logo! – Respondi, dando uma última espiada na expressão raivosa de Della. – Ainda temos os comunicadores, Della. Se acontecer qualquer coisa, é só avisar!
-Certo! – Concordou, em um tom cético de contradição. – Eu vou estar vigiando vocês pelas câmeras. Vou avisar se algo próximo a vocês parecer estranho!
-Sim! – Encarei mais uma vez o garoto portador da voz grossa. – Pronto?
-Desde que esses imundos estragaram a minha última cerveja! – Um sorriso malicioso surgiu em seu rosto. – Vamos estourar umas cabeças!


A porta pela qual passamos escondia uma grande sala cadeiras, bancos, e uma estante de livros que quase escondia outra porta: A saída! Para falar a verdade, a sala me lembrou um desses lugares em que se vendem ingressos para shows.
Passamos direto pela sala. Sem encostar em nada, sem prestar muita atenção aos detalhes. Ao invés disso, decidimos seguir em frente. Assustamos-nos ao ver uma janela na parede ao lado da parede da porta. Percebemos que a escuridão da noite já estava tomando Raccoon City.
-Vamos! – Disse Dan, abrindo devagar a porta para evitar rangidos.
Um extenso corredor que virava para a direita. Caminhamos lentamente, tentando fazer o mínimo de barulho possível. Paramos assim que vimos alguém morto no chão.
-Era da S.T.A.R.S! – Exclamou o garoto, checando os bolsos do defunto. De lá, ele conseguiu outro pacote de balas para Shotgun.
-S.T.A.R.S?
-Depois eu te explico. – Jurou, enquanto guardava a munição em sua mochila e olhava para mim como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.
Continuamos a caminhar. Dobramos para a direita, seguindo a construção. No chão, havia um braço decepado e uma poça de sangue ao lado. Espiei o teto e não gostei do que vi: Um enorme rombo por onde se podia ver o céu, e um fino rastro de sangue que surgia a partir dele e levava até o fim do corredor.
-Não se preocupe, alguém esteve aqui antes de nós! – Disse, apontando para uma estranha carcaça ao lado da única porta que ali havia. Dan não resistiu e chutou a criatura morta antes de seguirmos em frente.
Saímos em um local que parecia ser uma luxuosa sala de aula antes do fim de Raccon City: Carteiras escolares, algumas escrivaninhas, um quadro negro e até uma lareira. Embora estivesse tudo quebrado e revirado, deu pra imaginar como seria ter aulas em um lugar como este.
-Lá! – Disse Dan, apontando para uma grande porta dupla nos fundos da sala.
Corremos para lá. Passamos para outro local, e então encontramos duas opções a seguir: Ou escolheríamos o caminho da esquerda, ou o da direita.
-O que você acha? – Perguntei a Dan.
-Vamos pela direita, tem sangue lá!
-Eu... Não entendi o seu raciocínio.
-Ora, se tem sangue é porque alguém passou por aqui. – Ele sorriu. – Acho que estamos perto!
Assim o fizemos: Seguimos o caminho da direita, que nos levou a uma simples porta de madeira. Passamos com entusiasmo por ela, esperando encontrar alguém do outro lado. E, adivinhe, nós encontramos!
-DESGRAÇADOS! – Gritou o garoto de voz grossa, apontando a Shotgun para um único zumbi. Atirou, dividindo a criatura em duas: As pernas voaram para longe, e o monstro ainda usava seus braços para se arrastar em nossa direção.
-NÃO! – Dessa vez fui em quem gritei, trincando os dentes, afundando meu pé no crânio do monstro.
-Nada mal... – Disse Dan.
Nossa quase conversa foi interrompida por um bipe. Era o comunicador.
-Na escuta. – Disse.
-Estão vendo as escadas? – Perguntou Della, ainda com uma voz cética, o que fez Dan sorrir mais uma vez.
-Ahn... – Andei alguns passos à frente. – Sim!
-Subam agora, tem alguém lá em cima! Entrem na primeira porta à esquerda.
-Claire? – Perguntou, acho que por impulso, Dan.
-Não, é um homem! Cabelos loiros e usando um uniforme da polícia local. CORRAM!
-Entendido! – Respondi, prendendo o comunicador de volta na cintura. – Vamos!
Dan fez que sim com a cabeça, e então fomos correndo para o andar de cima. Seguimos por um corredor vazio e encontramos a tal porta da qual Della havia nos dito. No fim do corredor, havia uma sala com três estátuas: Uma grande e duas bem menores. Olhamos para a estátua grande por um segundo e então abrimos à porta.
Olhamos atentamente para todos os cantos da sala: Havia uma estante de livros no fundo, um grande computador, que me lembrou um painel de avião, com duas cadeiras a sua frente, muitas escrivaninhas, um ventilador de teto provavelmente pifado, muitos papéis espalhados e um grande quadro onde se lia “S.T.A.R.S”. Agora eu havia entendido porque Dan achou minha pergunta tão idiota. Isso quase me distraiu o suficiente para não notar uma terceira presença no local.
-Olá? – Dan tomou iniciativa, o que fez o homem virar e apontar sua Handgun para nós.
-Hei! – Foi a única coisa que consegui formular em minha mente.
-Ah... Alarme falso! – Disse, recolocando sua arma em sua cintura. – Nossa, sobreviventes... Não sabia que ainda existiam.
-Posso dizer a mesma coisa! – Me senti um pouco mais aliviado sem uma arma apontada para minha cabeça.
-Me desculpem. Leon Scott Kennedy, um azarado que veio parar aqui no seu primeiro dia de trabalho como policial. E vocês?
-Heath Cuppino e Dan Josinfield! – Minha garganta secou por um instante. – Tem mais alguém conosco, Della Trievelly. Está no computador central nos vigiando pelas câmeras.
-Ótima idéia de vocês! – Ele reconheceu, balançando a cabeça em positivo. – A não ser pelo fato de ela estar sozinha!
Entre suas palavras, eu pude ver realmente como ele era: Cabelos lisos e loiros; Um pouco mais alto que eu, e mais ainda que Dan; Olhos intensamente azuis, ou quase, e com um pouco de pânico escorrendo por todo ele; Sua pele era mais pálida do que a minha e de Dan. Ele realmente tinha músculos, assim como a maioria dos policiais, mas nada de tão absurdo assim. Seu corpo pedia urgentemente por luz solar.
-Demos um comunicador para ela, - Expliquei. – Nos avisará se estiver em perigo.
-E se não der tempo?
-O que?
-Escutem, esses zumbis são lentos, mas podem se aproximar de nós sem chamar nenhuma atenção! – Ele coçou o queixo. – Além disso, existem outras criaturas espalhadas por aqui! Criaturas tão horríveis quanto as que já conhecemos.
-Está dizendo que ela pode estar em perigo neste exato momento, sem poder falar conosco?
-É, basicamente isso.


Della colocou o comunicador sob a mesa. Em sua tela, uma mensagem que lhe passou desapercebida: desligando devido a pouca bateria. No computador, ela via que os meninos ainda conversavam com o policial.
Algo tirou sua atenção. Um barulho. Parecia cerâmica sendo derrubada no chão e se dividindo em mil pedacinhos. Foi o suficiente para ela sacar a Handgun e mirar na direção oposta do computador.
-Quem... Quem está aí?
Nada. O silêncio que se seguiu a estava matando. Uma agonia se uniu a ela.
-Eu estou avisando! Se não aparecer agora...
E então outro som encheu o ambiente. Um rosnado, talvez. Não, Talvez não. Aquilo com certeza era um rosnado.
-Mas que tipo de merda é essa? – Disse, ainda procurando uma ameaça. Parecia estar brincando de “Onde está o Wally?”, só que em uma versão muito mais macabra e bem mais realista.
-ABAIXE-SE! – Ordenou uma voz que vinha dos poucos degraus que haviam perto do computador. – MANDEI ABAIXAR!
Della o fez. Assim que se encolheu, ouviu dois tiros de Shotgun e o choramingar de um cão bem atrás dela. Apesar de sentir a proximidade, ela não ousou espiar.
E então outro rosnado apareceu. Mais raivoso, mais decidido. E ela sabia de onde vinha o som dessa vez.
-SAIA DA FRENTE! – Gritou, levantando-se e atirando no cachorro que tentou atacar sua salvadora.
-Obrigado! – Disse a outra mulher, que se aproximou e ofereceu um aperto de mãos. – Claire Redfield, e você?
-Della... – Seus olhos se abriram em um tom de surpresa. – Espere, Você disse ser Claire Redfield? A mulher que procura o irmão?
-Sim, mas... Como sabe do Chris? Sabe alguma coisa dele? Sabe onde ele está?
-Não, mas... – Sua voz falhou quando outro rosnado preencheu o silêncio do local. Ou melhor, quando outros rosnados preencheram. – Olhe!
Haviam cinco dos cães infernais bem na frente das duas mulheres. Estes eram ainda maiores do que os outros, dois deles tinham a boca ensangüentada.
-Malditos cérberus! – Sussurrou Claire. – Prepare-se, eles não vão facilitar!
-Estou pronta já faz tempo, eles é quem tem que se preparar!


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Re: Uma história em Raccon City

Mensagem por Vector em Dom Jan 27, 2013 5:26 pm

Capítulo 4 - As ordens de Leon.

-Agora! – Gritou Claire, Atirando três vezes com sua prateada Shotgun. Com sua ótima mira, ela conseguiu acertar dois cães, embora tenha matado apenas um.
Della disparou cinco vezes, acertando três animais. Nenhum deles morreu, ao invés disso, um deles saltou e a prendeu no chão, ficando em cima dela. A mulher caída tentava desesperadamente afasta-lo de seu rosto com os braços, mas o monstro era forte demais. Na verdade, este parecia ser mais forte que os outros.
-MAS QUE MEDA É ESSA? – Gritou Della, enquanto observava o cão acima de si dividir sua própria cabeça em duas metades repletas de dentes, e com o que pareciam ser tentáculos saindo de sua garganta. – CLAIRE! CLAIRE!
-AGUENTE! – A mulher de Shotgun atirou mais algumas vezes, tirando a vida de mais dois Cérberus. Agora só restavam dois: Um que se aproximava cada vez mais, e o que tentava devorar sua nova “amiga”.
E então, como se tivesse ganhado agilidade suficiente para isso, Claire atirou duas vezes no cão à distância e então girou em torno de si mesma e chutou o outro animal que tentava prender a cabeça de Della com suas “línguas”. Este, cuja cabeça havia se auto dividido, choramingou ao bater com sua estranha nuca em um pedaço da escrivaninha de mármore redonda. Logo depois, a mulher de rabo de cavalo preparou mais uma vez a sua arma e atirou em cheio no outro cão, estourando sua cabeça. Parecia impossível, mas isso tudo ocorreu em seis curtos segundos.
-Nossa... – Tentou dizer Della, enquanto procurava o ar que lhe tinha escapado. – Muito... Muito obrigada!
-Não me agradeça. – respondeu, secando o suor em sua testa. – Não podemos ter o luxo de deixar ninguém morrer. Agora, quanto mais ajuda tivermos, ainda será insuficiente...
-Entendo... – A moça pegou sua Handgun que havia deixado cair no momento do ataque. – Mesmo assim, eu teria morrido se você não tivesse chegado!
-Sim, você teve bastante sorte... Mas não deve contar com ela para sempre. Muitas vezes você estará sozinha, sem ajuda alguma, e terá que encontrar seus próprios meios de sobreviver! – Claire olhou a sua volta. – Agora... Vamos, por aquela porta!
-Heath e dan foram por essa porta, agora eles estão no segundo andar com aquele policial. Seguindo por ela, vamos chegar ao segundo andar.
- Outros sobreviventes? – A mulher de rabo de cavalo encarou a outra, confusa. –
Espere... Eles estão com Leon?
-Se Leon for o nome do policial, sim! Bem, eles estão naquela sala enorme com o símbolo da S.T.A.R.S.
-Onde Chris trabalhava... Éh... Vamos!

-Della, por favor, responda! – Sussurrou Heath com a boca quase colada no comunicador. – Mas que droga! – E então jogou o pequeno aparelho com força no chão, partindo-o em vários pedaços inúteis.
-Precisamos voltar e encontra-la! – Disse Leon, enquanto recarregava sua Handgun. – Um sobrevivente é sempre um sobrevivente, agora vamos!
-Está ficando maluco? Não temos munição suficiente para isso!
-Dan, sua mochila está cheia delas...
-Sim, mas se for contar quanta munição gastaremos daqui até a saída da cidade, perceberá que não é tanta assim! Sem contar que agora somos quatro!
-Cinco! – Corrigiu o policial. – Tem uma amiga minha aqui, e não podemos deixá-la para trás também! Pensando melhor, talvez sejamos seis, se ela conseguir encontrar seu irmão.
-Encontrar o irmão? – Dan o encarou, com uma expressão de dúvida estampada no rosto. – Você conhece Claire?
-Eu sou quem deveria te perguntar... Como se conheceram?
-Ela me salvou algumas vezes... Se não fosse por Claire, eu não estaria aqui agora!
-Então está dizendo que, mesmo tendo que encontrar o irmão e sair de Raccoon City, ela gastou sua pouca munição te salvando?
-Isso é diferente...Quer dizer, ela não desviou o seu caminho para isso! Ela apenas... – O rapaz revirou os olhos. – Arr, tudo bem, vamos voltar!
-É claro que vamos... – Retrucou Leon, sorrindo. – Eu sou o policial aqui, eu dou as ordens!
Foi então que Dan se encontrou rosnando por dentro, embora Heath estivesse achando bastante graça do modo como Leon havia deixado o garoto da voz grossa sem graça.
Porém, nesse instante, um grito de dor preencheu a atmosfera. O mesmo fez com que os três perdessem a concentração.
-O que foi isso? – Perguntou Heath.
-Veio de lá! – Afirmou Dan, apontando para a porta próxima a algumas escrivaninhas. Aquela que eles não haviam utilizado para chegar até ali.
-Então vamos! – Ordenou Leon, esperando os outros carregarem suas devidas armas para, então, chutar a porta e sair. E foi o que o policial fez, correndo pelo corredor e seguindo sua dobra. Chegando, enfim, a cena do grito. – Mas o que...
-TREVOR! – Gritou Heath, atirando duas vezes na cabeça do monstro que mordia seu amigo. Com sorte, o garoto conseguiu matar o ser no segundo tiro.
-Heath... Eu...
-PARA TRÁS! – Foi o policial quem gritou dessa vez, apontando sua Handgun para o garoto que acabara de ser mordido. – Fique onde está ou eu atiro!
-Leon, o que pensa que está fazendo? – heath tentou desarma-lo, mas o homem de uniforme sabia o que estava fazendo. – Ele é meu amigo, abaixe essa arma!
-Ele está infectado!
-O que? Não, ele é o Trevor!
-Por enquanto ele é o Trevor, mas em breve será um deles! – Ele virou para os rapazes ao seu lado, sem abaixar a arma. – Escutem, quando essas coisas não matam aqueles que atacam, elas repassam seus vírus. Ou seja, em breve, os vírus passados naquela mordida se espalharão por todo o corpo daquele garoto e então ele se transformará em mais um daqueles zumbis lá fora!
-Não pode ser... – Heath abaixou sua Handgun, encarando a face dolorida de Trevor.
-Ele está... Falando a ver... A verdade... – Afirmou o garoto infectado, entre gemidos. – Eu vi com m... Meus próprios Olh... Olhos quando um daqueles... Agentes se transfor... Mou!
-Faz sentido, Heath. – Disse Dan, revelando méis tensão em sua voz. – Isso explicaria por que eles cresceram tão rápido de número!
-Mas... Deve haver alguma cura...
-Certamente, Mas estão com os agentes da Umbrella. Sempre andam em grupo por aqui... Estão fora de alcance no momento.
-Está errado, – Respondeu Heath. – Quando chegamos aqui eles estavam exatamente na entrada do departamento de polícia. Perderam um agente, e então se afastaram. Mas eles ainda devem estar por perto!
-Se estiver dizendo a verdade, isso gera uma boa e uma má notícia... – Leon coçou o queixo com uma das mãos, usando a outra para segurar a Handgun. – A boa é que podemos tentar levar Trevor e conseguir o antídoto matando um deles. E a má é que, se eles estão cercando o lugar, é porque sabem de nossa existência, e farão de tudo para nos matar!
-Então vamos levá-lo! Tudo bem, Trevor?
-Eu... Acho que... – A frase foi interrompida quando uma enorme língua desceu de um buraco enorme no teto, se enroscando em volta da cabeça do garoto e a arrancando.
-TREVOR! – gritou Heath, mais uma vez, atirando sem sucesso na estranha língua.
-Licker’s! – Sussurrou Leon, apontando sua arma para o teto, esperando algo saltar de lá. – preparem-se!
E então a língua retornou à falha do teto. Logo depois uma criatura surgiu, saltando do buraco e pisoteando o corpo ensangüentado no chão. Era um animal horrível: Sua língua era enorme e se debatia para todos os lados; Andava de quatro, como cachorros e gatos, e possuía grandes dentes afiados; Não parecia ter olhos, pelo menos nenhum dos três rapazes reparou nisso.
-FILHO DA MÃE! – Heath não conseguiu esconder seu ódio. Atirou mais quatro vezes, mirando no estranho ser, que se encolheu um pouco. – MORRA! – Mais três tiros certeiros, e, no entanto, o monstro continuava vivo.
A criatura lançou sua língua sobre Heath, mas Leon a parou a um centímetro de distância, cortando e perfurando-a com sua faca. O monstro fez algo que parecia ser um grito, e então recolheu o que restou de sua língua. Teria conseguido escapar, se Dan não tivesse acertado em cheio em uma de suas patas, o que fez a criatura gemer de dor. Além disso, deu tempo suficiente para ele dar mais alguns tiros e acabar de vez com a vida do ser.
-Obrigado... Aos dois... – Heath respirou um pouco, suando, e então olhou para o corpo sem vida que formava uma poça de sangue ao lado do monstro. – Espero que Della esteja bem...
-Espero conseguirmos sair dessa cidade... – Leon tossiu uma vez, e então encarou Heath, que não possuía expressão nenhuma no rosto gelado. – Vamos...


-Eles deveriam estar aqui! – Disse Della, confusa, passando seus olhos curiosos por toda a sala da S.T.A.R.S.
-Onde você está, maninho? – Perguntou Claire, em um sussurro, checando uma das escrivaninhas do lugar e ignorando a fala da mulher próxima a porta por onde haviam entrado. Em uma placa metálica, se lia “Chris Redfield”. – Porque não me dá uma pista?
-Olhe, Claire, eu sei que é difícil pensar isso, mas você não acha que ele pode estar...
-Não, não ouso considerar isso. Não posso considerar isso! – A mulher de rabo de cavalo abriu as gavetas da mesa a sua frente, pegando duas caixas de munição para Handgun e uma foto.
Claire reconheceu o lugar na foto: A casa de seus pais. Na imagem, ela e seu irmão estavam sentados no sofá da sala de estar, ambos sujos de brigadeiro feito por sua mãe. Chris segurando uma colher de pau cheia do doce, e Claire com a panela em sua cabeça, com o chocolate escorrendo por sua testa.
Uma lágrima escorreu de seus olhos e caiu no canto esquerdo da imagem, que ela dobrou e colocou em um dos bolsos da jaqueta.
-Precisamos ir. – Disse ela, se desfazendo do rápido momento de fraqueza. – Eles podem estar precisando de ajuda...
-Tarde demais... – Respondeu Leon, passando pela outra porta e sendo seguido por Heath e Dan. – Agora nós já sujamos nossas mãos!
-Leon, que bom que está bem! – Disse Claire, e pareia realmente satisfeita. – Ahn... Dan? Você não me disse que trabalhava sozinho?
-As coisas se agravaram... Não tive opção.
-Della, por que não me respondeu? – Rosnou Heath. – Eu disse pra me avisar se algo acontecesse!
-A bateria do comunicador havia se esgotado. Além disso, eu faço o que quiser! Já esqueceu de quem dá as ordens por aqui?
-Sim, ele esqueceu! – Respondeu o policial, engrossando a voz. – E você também. Se me permite, eu posso lembrá-la de que EU sou quem dá as ordens nesse apocalipse. Se não concorda, pode esperar o próximo!
Dan não hesitou em bater palmas, embora ninguém tenha o acompanhado.
-Muito bem, precisamos despistar os agentes da Umbrella e encontrar Chris. – Continuou Leon. – Depois disso precisamos encontrar um meio de sair dessa cidade maluca!
-Isso é impossível. Vamos todo morrer procurando esse...
-Eu não deixei você falar! – Sussurrou Leon, com ódio. – Enfim... Fora isso nós precisamos sempre proteger uns aos outros, e não podemos esquecer de que a munição é contada. Entendido?
-Sim! – Disseram todos, em uníssono. Percebia-se desanimo e raiva na voz de Della.
-Bom, eu tenho uma Handgun, uma faca, e uma Shotgun. E vocês?
-O mesmo que você, - Respondeu Dan. – E uma mochila cheia de munição para Handgun, e algumas caixas para metralhadora.
-Uma Handgun, munição para a mesma, uma granada de mão, e dois spray’s de primeiros socorros. – Disse Heath. – Eu jurava ter mais coisas...
-Uma handgun com munição, uma metralhadora descarregada, e uma granada de luz. – Esta foi à vez de Della, ainda em desânimo.
-Uma handgun, uma Shotgun, munição para as duas, uma faca, e um lança-flechas com três flechas. – Disse Claire.
-E isso caiu do corpo de Trevor... – Completou Dan, mostrando uma metralhadora preta, brilhante se estiver embaixo da luz, carregada. – Eu tentei dizer, mas vocês dois não calaram a boca. – E sorriu para fechar a frase.
-Muito bem... Dê para Heath, ele é o único que possui apenas uma arma. – O policial estalou os dedos.
-Espere um pouco... – Interrompeu Della, assim que o garoto havia pego a metralhadora. – Como assim “caiu do corpo de Trevor”?
-Sinto muito... – Foi a única coisa que a voz grossa de Dan conseguiu formar.
-Merda... Isso só pode ser brincadeira! – A moça fechou os olhos por dois segundos.
-O que pretende fazer, Leon? – Claire se sentou em cima da mesa que ficava na frente da escrivaninha de seu irmão, derrubando outra das placas metálicas, que parou aos pés de Dan.
O garoto de voz grossa se abaixou para pegar a placa e ler o que nela havia. Ao se levantar, percebeu que todos esperavam para ouvi-la. O som de um trovão invadiu a sala, e então pode se ouvir o que pareciam gotas fortes de chuva se chocando no telhado do departamento de polícia. Outro trovão os distraiu no momento tenso, e então Dan voltou-se para a placa:

-Jill Valentine...


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Re: Uma história em Raccon City

Mensagem por Vector em Dom Jan 27, 2013 5:28 pm

Capítulo 5 - Entre cães, aranhas e agentes

-Deixe isso. – Ordenou suavemente Claire, coçando a testa e se levantando da mesa, ficando de pé a exatos três pés de distância de Leon. – Precisamos sair logo daqui, já está claro para mim que Chris não está aqui dentro...
-Não acha melhor esperarmos a chuva passar? – Sugeriu Dan, fechando sua mochila e a recolocando-a sobre suas costas.
-O garoto tem razão, Claire... – Disse o policial. – Vamos checar mais algumas partes do lugar e depois, quando a chuva tiver cessado, então seguiremos em frente.
-Checar? – Della balançou a cabeça, em negativa. – E se dermos de cara com mais daqueles cães?
-Vamos ter de enfrentá-los mais cedo ou mais tarde. – Respondeu Leon. – Se continuarmos aqui, sentirão nosso cheiro e serão todos atraídos para cá!
-Estou pronto, – Afirmou Heath. – Afinal, nós não temos nenhuma outra opção.
-Muito bem, nos dividiremos em dois grupos: Eu escolho um para vir comigo, Claire escolhe outro para ir com ela, e o que sobrar decide por si só!
-Entendido! – Disse a mulher de jaqueta. – Bem, eu quero que Dan venha comigo, apesar de ele ter negado minha ajuda todas as outras vezes...
-Fazer o que? – Sorriu – Tentei evitar contato com qualquer outro tipo de vida... Não funcionou. – Dan preparou sua Handgun e se aproximou da mulher que possuía um rabo de cavalo.
-Minha vez! – Falou Leon. – Heath virá comigo. Ele está quase sem armas e precisará de ajuda – Ele esperou o outro rapaz se aproximar. – Com que grupo ficará, Della?
-Não é obviou? – Ela sorriu maliciosamente, embora não houvesse piada alguma em sua expressão fria. – Eu vou com Claire, policial!
-Ótimo!
-Ahn... Leon... Tem certeza que vocês ficarão bem? – Claire soltou seu cabelo e o prendeu novamente no mesmo segundo.
-Sim, eu tenho! – O sorriso do policial deixou bem claro que, no momento, sua maior preocupação não era sobreviver ou não. Ele guardava consigo outro objetivo. Algo relativamente maior do que aquele esperançoso grupo de sobreviventes.
-Quase esqueci! – Disse o garoto, soltando sua voz grossa que sempre surpreendia Heath e Della, abrindo mais uma vez sua mochila. Desta vez ele tirou de lá três pacotes de munição para handgun. – Peguem isso.
O garoto as jogou no ar para o policial, uma por uma, que as prendeu em seu cinto negro. Logo após, Dan fechou sua mochila e a encaixou nas costas, segurando sua Handgun com as duas mãos.
-Vamos Heath, - Ordenou Leon. – Nós vamos pelo subsolo!
-Boa sorte! – Disse Della, sem expressão alguma em seu rosto gélido e amadurecido pela vida. Seu olhar escondia tanta coisa... Della não era assim, Heath sabia disso. Antes, ela costumava saber o poder de um sorriso. Agora, ela parece apenas notar a força de um grito.
-O mesmo... – Respondeu, sem saber ao certo o que dizer. Ele sabia que sua companheira estava blefando. Ela não estava bem. Não estava preparada para continuar em uma vida onde nenhum lugar é seguro. Em um mundo onde se é obrigado a presenciar a morte dos próprios parentes sem nada poder fazer.
-Vamos! – Leon bateu duas vezes no ombro de Heath, que o seguiu para a porta que antes os levara a terrível morte de Trevor. Olhando para trás uma última vez, ele conseguiu ver Claire e os outros seguindo pelo caminho de entrada.
Passaram gelados pelo enorme buraco no teto, pularam a cabeça decepada e hesitaram um pouco ao passar próximo ao corpo do garoto morto pelo Licker. No chão, poças de sangue em todo o canto e um corpo desfigurado ao lado se nomeavam “cenário”. Ao final, um círculo metálico no chão com espaço suficiente para que entrassem um de cada vez. Leon foi o primeiro a descer, usando as escadas e virando-se rapidamente para ver o que lhes aguardava. Curiosamente, nada. Ele esperou para que Heath estivesse com ele, e então começaram a caminhar pela calçada direita do esgoto. Após alguns segundos, ambos entraram na imunda água “descartada” de Raccoon City e subiram até a calçada esquerda, onde alguns ratos e poucos pequenos insetos passeavam livremente, como se o mundo ainda fosse deles.
Seguiram o percurso do esgoto, virando e saltando de um lado para o outro algumas vezes. Heath não conseguia admitir em voz alta, mas estava altamente preocupado com o fato de não ter nenhum morto-vivo no local. Quase ousou perguntar a Leon qual era o seu plano, quando algo surpreendeu aos dois: Um enorme vulto preto se soltou de uma quase inperceptível abertura na parede oposta à dupla. Assim que deixou por completo o seu esconderijo, deixou bem clara ser uma espécie de aranha-mutante. Aquela... Coisa... Ultrapassava o tamanho de um corcel. E, com certeza, suas presas eram o que chamavam mais atenção de Heath e seu amigo policial, que agora tinha em mãos sua shotgun carregada.
Heath, assim que percebeu o perigo que corriam, preparou sua nova metralhadora e esperou que Leon desse sinal. O que não demorou muito...

-Cérberus malditos! – Sussurrou Della assim que chegaram à entrada do departamento de polícia, onde os sete corpos caninos apodreciam lentamente. – O que procuramos exatamente?
-Aquilo! – Exclamou a moça de jaqueta, apontando para três pequenas plantas que haviam sido deixadas de lado, próximas à porta de entrada. – Precisamos encontrar o máximo dessas que pudermos, entenderam? – Ela esperou que os outros dois assentissem – São ervas verdes, plantas medicinais. Não funciona tão bem quanto o spray, mas os nutrientes de suas folhas paralisam e até matam o “T-Vírus”.
Della pegou uma mochila verde-camuflagem de um corpo caído ao lado de um dos cães, certificou-se de que estaria completamente vazia e se aproximou das três plantas, colocando-as com cuidado extremo dentro da tal bolsa. Assim que se levantou, sentiu algo a agarrar por trás.
Sua primeira reação foi xingar, e depois a agonia a fez soltar inúmeros pequenos gritos. Claire se aproximou da garota e seu novo amigo zumbi, preparando sua handgun e dando o primeiro tiro. O morto-vivo se remexeu, soltando Della e passando a correr atrás da outra moça. O tiro de Claire havia acertado o pescoço do monstro, e não o cérebro.
Claire tentou atirar, mas sua arma esta descarregada. Em seu cinto havia, sim, mais munição, mas ela não teria tempo de satisfazer a handgun sem antes ser mordida ou, no mínimo, arranhada. Então, com seu instinto, apenas deu outro daqueles giros em torno de si própria e levantou uma das pernas, chutando e jogando o zumbi para o lado, partindo-o ao meio. Mesmo assim, a parte superior do corpo continuava se rastejando. Dan, por fim, finalizou atirando duas vezes na cabeça do monstro com suas últimas balas de shotgun.
O corpo deformado caiu sem vida no chão próximo a Della, que pisou com força no crânio perfurado, estourando-o.
- Cidade maldita! – gritou, chamando a atenção de Claire e Dean, que lhe lançaram olhares medonhos pelo descuidado com o som.

Leon foi o primeiro a atirar. O som do estouro fez Heath acordar de sua paralisia repentina e ajudar no combate. Com sua metralhadora, o garoto mirou nos olhos do aracnídeo, que se encolheu trêmula assim que três deles foram estourados.
-Muito bem, garoto! – Elogiou Leon, que agora atirava em um quarto olho, estourando-o também.
-LEON! – O garoto gritou assim que avistou algo se movendo lentamente acima da cabeça de seu amigo policial. Heath mirou sua arma e deu quatro tiros contínuos nas patas dianteiras do Licker, que caiu a frente de Leon.
-Merda! – Rosnou o policial, desviando sua handgun e atirando no corpo caído que ainda tentava se levantar. Com um tiro certeiro, explodiu sua cabeça de uma só vez. – Obrigado, Heath!
-Não me agradeça ainda! – Respondeu, voltando sua atenção à aranha que voltava a se recompor. Heath acertou outro de seus olhos, atardando ainda mais o ser. – Leon, precisamos sair daqui!
Pow!
Algo perfurou a parede atrás dos dois, e um vulto passou a metros de distância, atirando mais algumas vezes. Era um ser coberto por uma roupa grudenta negra, com um capacete de mesma cor, embora houvesse um vidro avermelhado no centro, que servia para que quem estivesse nas vestes conseguisse enxergar. De imediato, Leon entendeu o que significava:
-Umbrella!

A porta do departamento policial de Raccoon City bambeou agressivamente. O trio posicionou-se para um possível ataque. Algo tentava entrar no local, e estava disposto a fazer qualquer coisa para conseguir isto. Depois de tanto tempo lutando, os jovens não poderiam deixar que algo tão insignificante, fosse o que quer que fosse, destruísse tanto tempo de combate.
-Silêncio... – Sussurrou Claire, assim que Dan e Della começaram a pensar em um plano “perfeito de fuga”. – Não vamos fugir! Se corrermos de volta, estaremos condenando Leon e Heath junto conosco, e isto não seria justo!
A construção toda pareceu tremer por alguns segundos, e então a grande porta se abriu brutalmente, fazendo com que o jovem trio de sobreviventes recuasse alguns muitos passos antes de preparar suas armas para um possível combate.
O primeiro ser vivo a entrar no departamento de polícia foi um homem forte, de mais ou menos trinta anos de idade, portando uma dupla de revólveres prateados. Este que, sem olhar uma vez sequer para Claire ou os outros, estourou a cabeça de dois zumbis do sexo feminino que se aproximavam silenciosamente por trás dele.
- Aqui dentro! – Gritou Della, correndo até a entrada do local para ajudar o homem a acabar com cinco zumbis que surgiram, aparentemente, do nada.
A mulher não se aguentou: Deu mais alguns passos rápidos e chutou um infectado que tentava o pegar pelas costas enquanto ele acabava com três a sua frente. O mais engraçado era que o rapaz havia recuado talvez até sete passos após arrombar o departamento de polícia. Por algum motivo, ele demonstrava interesse em acabar com todos os mortos-vivos.
- Entre Della! – Ordenou Claire enquanto observava o casal sendo encharcado pela chuva ao lado de fora da construção. Havia pelo menos oito dezenas de zumbis se aproximando deles, embora ainda existissem alguns metros interferindo o contato físico. – Não estamos com tanta munição, vai acabar nos matando!
Sendo Della, é desnecessária a explicação de que a mesma não obedeceu às ordens da garota de jaqueta. Sua reação ao ouvir o pedido de Claire foi soltar um simples “Dane-se” e atirar em outro morto-vivo, que se reergueu do local onde havia caído e agora avançava apressado sem um dos braços e com apenas um dos olhos ainda presentes.
- Della, deixe de ser orgulhosa! – Insistiu Claire, correndo para próximo do casal e atirando em no crânio de um infectado que rastejava até as pernas do homem sem fazer gemido algum. – Della, por favor, entre!

- Temos que voltar, Heath! – Anunciou Leon segundos antes de dar um último tiro na grande aranha, que agora movimentava suas patas inutilmente enquanto uma gosma verde gotejava de seus muitos olhos estourados. – Agentes da Umbrella nunca se movimentam sozinhos... Estão sempre em grupos. E, se o resto do grupo não está com ele...
Heath recarregou sua metralhadora com um pouco de munição que o policial o havia emprestado alguns segundos antes. Os dois rapazes se encararam, assustados.
Era um pensamento preocupante. O resto do grupo não atacava os dois homens ali presentes, obviamente por que não havia mais ninguém com o agente que os tentara matar segundos antes. O problema aparente era: Se o grupo não estava no subsolo como aquele ser de preto cujo Heath julgava assassino, então provavelmente estaria com...
- Essa não... – reclamou o homem, ainda olhando para seu amigo de cabelos claros. – Espero que não seja tarde demais... Vamos!


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